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| Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos inadaptados de Sesimbra, CRL | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| POPULAÇÃO ALVO ÁREAS DE INTERVENÇÃO ÁREAS DE FORMAÇÃO SERVIÇOS EQUIPA ACTIVIDADES CONTACTOS | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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SERVIÇOS
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| INTERVENÇÃO PSICOSOCIAL | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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SERVIÇO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EMPREGO O principal objectivo do SFP/E é a integração sócio-profissional do indivíduo. A concretização deste objectivo obriga a intervir em duas realidades extremamente complexas. Por um lado, temos um mercado de trabalho altamente competitivo, onde a exigência ao nível da flexibilidade, é fundamental, por outro lado, temos um público com dificuldades de inserção e, consequentemente com baixos níveis de empregabilidade. Neste contexto, a formação profissional em posto de trabalho assume-se como a estratégia mais adequada para uma integração profissional ao estar mais direccionada para a prática, isto é, para Aprender a Trabalhar Trabalhando . Poderemos salientar alguns dos obstáculos com que nos defrontamos diariamente. As empresas da nossa área de intervenção são predominantemente de pequena dimensão, logo com uma baixa capacidade empregadora; Mudanças drásticas no ambiente de trabalho. Há como que uma exigência darwiniana de adaptabilidade constante ao meio laboral. Alterações significativas na população atendida ao nível dos valores, dos interesses e das necessidades; Coexistência, no C.R.P.C. de diferentes perfis de utentes e com diferentes necessidades; Desajuste entre a certificação formal de escolaridade e o nível de aquisições escolares realizadas; O estágio não constitui, para a maioria desta população, um auto-investimento com vista à sua empregabilidade; As famílias atribuem uma importância relativa aos aspectos da contratação; A mão-de-obra estrangeira concorre directamente com a força de trabalho dos nossos utentes. Numa tentativa de vencer obstáculos, encaramos como desafios ou metas a alcançar em 2006 o seguinte: Manter uma postura critica face às estratégias de intervenção, no sentido de ajustar as metodologias às necessidades emergentes; Diferenciar as respostas formativas ou outras, face à heterogeneidade dos públicos; Inventariar boas práticas de inserção com vista à sua disseminação; Dar continuidade à reflexão partilhada por toda a equipa técnica, relativamente aos dois princípios fundamentais da formação profissional – eficácia e eficiência; Formular propostas de medidas inovadoras aos Órgãos de Tutela; Dar continuidade à metodologia de formação em posto de trabalho – Aprender a Trabalhar Trabalhando – mantendo a posição de interface entre o tecido empresarial e os potenciais trabalhadores; Reforçar a interacção do C.R.P.C. com a comunidade, uma lógica de parceria, nomeadamente estabelecendo protocolos com os meios de comunicação social local; Contribuir para o exercício da cidadania activa das pessoas com deficiência; Desenvolver projectos de investigação e novos modelos de actuação, numa óptica de qualidade; Dar continuidade ao acompanhamento pós-contratação, na medida em que, associados aos problemas de ordem cognitiva, existem outros ao nível das atitudes e valores, face à importância do trabalho, que se traduzem na falta de motivação e nos baixos níveis de resistência à frustração; Dinamizar encontros mensais (3.º Sábado de cada mês) com formandos e ex-formandos no sentido de reforçar o sentimento de pertença; Calendarizar visitas e convívios de carácter lúdico/pedagógico no sentido de promover vivências fora do contexto familiar; Promover a empregabilidade de pessoas em situação de desvantagem, apostando numa forte prospecção de mercado; Dar continuidade, enquanto Centro de Recursos Local, às parcerias estabelecidas com os Centros de Emprego do Seixal e Almada; Realizar workshops junto da comunidade estudantil no sentido de trabalhar as expectativas e as representações dos potenciais utentes do C.R.P.C. acerca do mundo laboral; Dar um novo enfoque à passagem do formando para a formação em posto de trabalho, implicando mais as famílias; Orientar a acção técnica do C.R.P.C. para a mudança. Inventariar métodos e técnicas de acompanhamento no posto de trabalho, com vista à elaboração de documentos de apoios (livro). Estudo de caso; Actualizar a Base de Dados dos utentes do C.R.P.C., estabelecendo cruzamentos entre as diferentes variáveis e reflectindo sobre as conclusões; Reflectir sobre as conclusões emergentes do Projecto “Caracterização da População Utente do C.R.P.C. de 1990 a 2004”; Fazer um estudo prospectivo, em articulação com as escolas de 1.º e 2.º ciclos do Concelho de Sesimbra, no sentido de antecipar os perfis dos potenciais candidatos ao C.R.P.C. |
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CARACTERIZAÇÃO O serviço de Selecção, Avaliação e Orientação Profissional é da responsabilidade da Psicóloga. Tem como função a selecção dos candidatos ao C.R.P.C., avaliação inicial e contínua dos mesmos, assim como de orientação vocacional e profissional. Estabelece as metodologias e instrumentos utilizados na intervenção. INSCRIÇÃO A admissão dos candidatos ao C.R.P.C. é realizada pelo Psicólogo em articulação com a Técnica de Serviço Social (T.S.S.), através de uma inscrição que consiste na recolha de dados de identificação pessoal. Características psico-sociais, percurso escolar, registo da origem do encaminhamento e sua fundamentação. A inscrição pode ser realizada pelo próprio, pela família, escola, serviços de saúde, sociais ou outro da comunidade. Pode ser efectuada em qualquer período do ano, ficando o candidato a aguardar a chamada. SELECÇÃO Na fase de selecção, realiza-se uma entrevista, em que se fica a saber mais dados sobre a história pessoal do candidato e necessidades. Após reflexão e discussão com a T.S.S. e fazendo respeitar os critérios de admissão, procede-se à sua inscrição e futuro processo de integração no Centro. Procedimentos: Observação psicológica realizada através da entrevista e aplicação de instrumentos de avaliação – provas de nível cognitivo, questionário de Interesses Profissionais, questionário Social e Provas de Personalidade (quando necessário). Através da entrevista pretende-se obter o maior número de dados sobre o grau de autonomia pessoal e social, motricidade, nível de linguagem e comunicação, competências académicas, interesses pessoais e profissionais, motivações e experiência profissional anterior, se existir. A aplicação de instrumentos visa a avaliação cognitiva global, de interesses profissionais e do domínio psico-afectivo e emocional. Após esta fase e se, se considerar que o jovem reúne as condições mínimas necessárias preenche os critérios de admissão, inicia as acções de Formação Profissional. ORIENTAÇÃO No 1.º ano, que denominámos Pré-Formação Geral, o jovem deverá frequentar todas as áreas tecnológicas e áreas de formação geral – (O.M.T., Sessão de Grupo, Educação Ambiental, T.I.C., Competências Pessoais e Sociais), salvo raras excepções em que o formando poderá ser dispensado de alguma área, por razões de mobilidade ou outras a considerar caso a caso. Ao longo do ano, vai sendo efectuada uma avaliação contínua, em que além do desempenho tecnológico é considerada a motivação, interesses do jovem e grau de competências sociais e pessoais. Ao fim do 1.º ano e, tendo em conta a avaliação já referida, o jovem deverá ser orientado para uma área tecnológica, onde continuará a desenvolver as suas competências. Para a orientação é considerada a avaliação de todos os técnicos e monitores que participam no processo de formação do jovem. Muitas vezes torna-se difícil esta orientação, pois 1 ano é tempo insuficiente para uma definição do projecto de vida, servindo muitas vezes este 1.º ano como período de adaptação a novas exigências e responsabilidade e como organizador interno. Quando o jovem adquire as competências tecnológicas, sociais e pessoais, algumas necessárias ao desempenho profissional (de acordo com alguns princípios orientadores) procede-se ao seu encaminhamento para um estágio numa empresa, com o objectivo de aquisição de maior número de conhecimentos, hábitos, ritmos e gestos profissionais em meio laboral normal. Este estágio efectua-se de forma gradual, com acompanhamento regular e sistemático e avaliação contínua dos desempenhos do jovem, não esquecendo os aspectos psico-sociais, essenciais à sua plena integração sócio-laboral. Deverá ser um processo contínuo, cujo objectivo consiste em ajudar os jovens nas suas escolhas profissionais. Vários aspectos vão sendo trabalhados, como a capacidade de adaptação ao posto de trabalho, relação com os outros, resistência à mudança, ritmo de trabalho, motivação. m todo este processo, devemos realçar a necessidade de envolvimento da família e da comunidade em geral. O jovem não se encontra isolado com o meio que o envolve mas sim em constante interacção, sujeito às dinâmicas e mudanças exteriores. PLANO DE ACTIVIDADES Todo o processo de Reabilitação profissional no C.R.P.C. está ultimamente relacionado e dependente deste Serviço, responsável tal como o nome indica, desde a selecção e avaliação dos candidatos à Reabilitação Profissional, passando pelo seu acompanhamento e orientação Sócio-Profissional até ao final do percurso de 4 anos, que se pretende terminar com um contrato de trabalho. As actividades desenvolvidas, vão sendo adaptadas às necessidades de cada jovem e de cada área de formação tecnológica e pessoal. ACTIVIDADES A REALIZAR NO ANO DE 2006 Observação e avaliação psicológica dos jovens na perspectiva de Integração Sócio-profissional; Avaliação da situação Psicossocial, orientação e acompanhamento dos jovens ao longo do processo de Formação Profissional; Selecção de jovens candidatos à Formação Profissional; Trabalho de articulação com os vários intervenientes no processo de desenvolvimento do formando (interno/externo); Famílias e outras estruturas responsáveis Recursos do meio Técnicos da Instituição Participação na elaboração de projectos de vida dos jovens; Participação na elaboração dos programas de formação individuais e por área tecnológica; Participação no processo de avaliação em cada área de formação tecnológica e a nível das competências pessoais e sociais, com o objectivo de adaptar programas individuais às necessidades e características de cada jovem. Decorre em três períodos do ano: Março, Julho e Dezembro. Orientação profissional do formando no final do 1.º ano (Pré-Formação) para uma área de formação profissional depois da consulta dos intervenientes no processo (jovem, monitores e outros); Acompanhamento do seu processo de formação em posto de trabalho, a nível das aptidões, motivações e responsabilização; Desenvolvimento de metodologias de trabalho ajustadas às necessidades de cada formando, em articulação com toda a equipa; Desenvolvimento de acções de promoção de autonomia pessoal e social; Dinamização de Sessão de Grupo (grupo de auto-ajuda), com periodicidade semanal (com co-terapeuta); Acompanhamento psicológico regular a alguns jovens com periodicidade variável de acordo com as suas necessidades; Apoio psicológico a ex-formandos, sempre que solicitado; Acompanhamento do processo de desenvolvimento dos estágios dos formandos em empresa, através de reuniões com o TAFE (Técnico de Acompanhamento): seguimento regular da evolução do estágio, com eventual intervenção junto do empresário; Intervenção em situação de crise; Participação na organização de visitas de estudo no âmbito das áreas de formação; Apoio à equipa técnica; Participação, semanal, nas reuniões de equipa; Elaboração e avaliação dos programas individuais de formação em colaboração com os monitores das áreas tecnológicas; Participação na organização e desenvolvimento do programa de Competências Pessoais e Sociais; Participação nos programas de Readaptação ao Trabalho e Informação, Avaliação e Orientação Profissional (IAOP), através de apoio psicológico e acompanhamento do processo de integração sócio-laboral; Organização de Reuniões de Supervisão com Psiquiatra (em colaboração com Técnica de Serviço Social); Articulação com as Escolas Básicas de Sesimbra através de Protocolo de Colaboração com o C.R.P.C. |
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SERVIÇO DE INTERVENÇÃO PSICOSOCIAL CARACTERIZAÇÃO O Serviço de Intervenção Psicosocial, tem como base os direitos, deveres e princípios de igualdade. É da responsabilidade da Técnica de Serviço Social, que procede ao estudo da família e do formando, desde a sua admissão no Centro, depois de em conjunto com a psicologia, efectuar a primeira avaliação, partindo da triagem efectuada na altura da inscrição e/ou de fontes privilegiadas que encaminham os candidatos. O estudo e diagnóstico socio-económico da família, os problemas que os afectam e que incidem de algum modo sobre o formando, é um processo contínuo e sistemático que requer intervenção adequada a cada situação, para a responsabilização e implicação activa do(a) jovem, no seu desenvolvimento pessoal e social, em que se investe todos os esforços conducentes à sua total integração. Este trabalho exige toda a atenção do técnico e o envolvimento dos agregados e/ou outros familiares, sendo o estudo e a intervenção no meio sócio-familiar onde os jovens estão inseridos, uma das vertentes fundamentais para respostas ajustadas a cada necessidade, e a resolução de cada problema. Outro aspecto em que nos centramos é o sócio-afectivo como o risco de isolamento, estigmas, pertença, referências e valores sociais, que condicionam de algum modo o comportamento e motivações na aquisição de autonomia e aprendizagem, que tem que ser considerado de forma sistemática. Um trabalho desta dimensão só é possível com a conjugação de esforços, pelo que envolve toda a equipa numa interacção permanente e articulada. Esta dinâmica, não se pode focalizar apenas no dia a dia do Centro, sendo necessário privilegiar as parcerias constantes com os Serviços de Saúde, Escolas, Autarquias, Centros Regionais e outros Recursos que constituam respostas consistentes e, que em simultâneo, possam sensibilizar as comunidades para o reconhecimento de direitos à igualdade de oportunidades, participação social das pessoas portadoras de deficiências e do seu contributo na prevenção dos vários tipos de exclusão, o que torna indispensável que os formandos sejam cada vez mais os Actores Activos no desenrolar de todo o seu projecto de vida. A população alvo deste serviço, pelas características pessoais e sociais que os fragilizam socialmente, torna-se bastante vulnerável e facilmente em desvantagem social, em comparação com outros cidadãos, na sociedade cada vez mais competitiva em todos os sectores. Daí que outra vertente da intervenção incida com particular atenção na adaptação e capacidade de auto-responsabilização, bem como no despertar de novos interesses, valores e aptidões sociais. Devido à complexidade dos sistemas familiares, e do meio social onde os formandos estão inseridos, é fundamental conhecer as várias faces dos problemas, e suas alterações, para que a nossa intervenção não constitua factor desencadeador de novos riscos. É indispensável ter presente valores culturais e modelos herdados de outras gerações facilmente reproduzidos que fomentam a exclusão destas pessoas mais desfavorecidas, por alguma razão, incapazes de resolver as adversidades sociais que se habituaram a viver. CARACTERIZAÇÃO DAS SITUAÇÕES/PROBLEMA Agregados familiares destruturados, com problemas de alcoolismo e consumo de outras drogas. Situação económica precária, ausência de hábitos saudáveis, isolamento e estigmas sociais, fraca escolaridade, ou ausência total de escolaridade; Violência visível e submersa, a nível físico e psicológico. Relações de vizinhança frágeis e/ou conflituosas. Relações com a família alargada precária e/ou inexistentes; Agregados familiares rigidamente estruturadas com disfuncionalidade não assumida. Perspectivas destrutivas em relação às potencialidades e motivações do(a) jovem, afectando gravemente a sua aprendizagem social e profissional, e o alargamento das relações sócio-afectivas, colocando-os em risco de exclusão, inclusive no próprio meio familiar; Alguma escolaridade, mas com rigidez de valores, situação económica razoável, relações familiares frágeis, ausência de participação social; Famílias aglutinadas, funcionais, com graves problemas económicos e culturais excluídas socialmente. Falta de acesso a recursos favoráveis. Relações restritas ao meio familiar, ausência de escolaridade, relações de vizinhança frágeis; Famílias estruturadas, e funcionais com idade avançada, problemas de saúde graves, isolamento total, analfabetismo, situação económica grave, pouco acesso a recursos favoráveis. Desconhecimento de direitos; Doença mental no agregado familiar e por vezes na família alargada; Dificuldade em acompanhar e valorizar os progressos e aptidões dos jovens; Em consequência das situações familiares descritas, os nossos jovens apresentam por vezes a par das suas dificuldades de aprendizagem, outros problemas prejudiciais à sua integração, que exigem um trabalho extenso e intenso de intervenção favorável em todas as vertentes da problemática, de forma a facilitar as condições e disponibilidade para a aprendizagem, e realização das aquisições: CARACTERIZAÇÃO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DOS FORMANDOS Campo restrito de socialização Violência física, assédio e/ou abuso sexual Estigmatização e culpabilidade desencadeada no próprio meio familiar Referencias e valores sociais desajustados em relação aos padrões sociais exigidos Ausência total de participação social Dificuldades de relacionamento Traumas provocados por abandono em criança Dificuldades de adaptação e em reconhecer autoridade e regras Dificuldades em criar relações saudáveis Resistência e receio da mudança Insegurança, ausência de auto-estima e pertença Ausência de competências e aptidões para a prática de gestão da vida e afectos Ausência de hábitos e ritmos de trabalho, desmotivação e desinteresse e perspectivas superiores às suas capacidades Ruptura de laços familiares por decisão do próprio formando, devido a maus-tratos e tentativas de desvio para condutas sociais inadequadas Ausência de satisfação das necessidades básicas, como alimentação, afecto, cuidados de saúde e outros. Desenvolvimento de relações sociais com grupos de risco. Comportamentos de risco e dificuldade em gerir o campo sócio-afectivo Considerando tudo o que foi referido, as várias vertentes de intervenção deste serviço exigem uma metodologia flexível e ajustada constantemente, a cada caso e cada situação assim como a articulação com outros serviços e recursos, de modo a viabilizar os objectivos pretendidos por todas as partes envolvidas na Integração Social e Profissional de cada formando o que exige disponibilidade total, devido a imprevistos, e trabalho sistemático continuado em que família e formando, são os nossos principais parceiros. OBJECTIVOS DO SERVIÇO DE INTERVENÇÃO PSICOSOCIAL Estudar e avaliar as situações familiares, identificar riscos de exclusão e definir estratégias de intervenção adequadas, que viabilizem o processo de aprendizagem e a total integração sócio-profissional; Promover a implicação e responsabilização da família e formando, na resolução dos seus próprios problemas; Potenciar os formandos de capacidade e de consciência dos seus direitos e deveres, para a prática de aquisição de autonomias e cidadania; Desenvolver trabalho em parceria de forma a sensibilizar os recursos locais, para o acesso dos formandos à igualdade de oportunidades; Proceder à investigação para desenvolver metodologias de intervenção mais ajustadas às necessidades de cada família e cada formando, e melhorar a qualidade do trabalho psico-social; Proceder à avaliação com a família e/ou com os formandos, das melhorias verificadas no contexto familiar, e implementar nova intervenção em conformidade com as novas necessidades; Colaborar com a população alvo na construção de condições de vida e atitudes mais favoráveis ao bem-estar; Promover a informação e acesso aos recursos sociais existentes. PLANO DE ACTIVIDADES 2006 As actividades previstas pelo Serviço Social para o ano civil de 2006, correspondem aos objectivos do Centro de Reabilitação Profissional, às necessidades identificadas que, e/ou se vão manifestando nos nossos formandos. Sendo a integração sócio-profissional uma das finalidades de todo o nosso trabalho, privilegiamos o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais, como a autonomia, total integração e como “ via de acesso à igualdade de oportunidades”. Devido às características dos nossos formandos e às suas situações/problemas tão diversificados e multifacetados é necessário adaptarmos comportamentos, metodologias e técnicas de integração, de forma a promovermos a auto-responsabilização e erradicação de obstáculos ao desenvolvimento de capacidades de aprendizagem e adaptações. Por outro lado, surgem por vezes no interior da própria família o primeiro grande constrangimento à integração sócio-profissional, o que requer intervenção sistémica contínua, e estabelecer parcerias com todos os recursos disponíveis nas comunidades, constituindo trabalho em rede, que favoreça a mudança de atitudes dos familiares, face às aquisições que o jovem vai conseguindo. Constatamos que todos os nossos formandos quando são admitidos no Centro, não têm qualquer hábito ou ritmo de trabalho, noção de regras, ou de responsabilidade, pelo que reforçamos o apoio individual e em grupo, para a tomada de consciência do seu papel, procedimento, que também realizamos com a família. São frequentes as acções que desenvolvemos, não se limitarem à família nuclear, sendo extensivas a outros familiares, para que a rede de apoio, possa facilitar a prevenção ou erradicação da exclusão, quer na própria família, quer no meio social onde os formandos estão inseridos. Todo o trabalho requer atenção e disponibilidade total dos técnicos, porque não são raras as vezes, em que os progressos dos formandos provocam outros problemas no agrupamento familiar em que é preciso intervir de imediato, para evitar agravamento das relações, já por si complexas e/ou deterioradas. CARACTERÍSTICAS DAS FAMÍLIAS Famílias em situações económica precária permanente e/ou ocasional; baixo nível cultural, ausência de qualificação profissional, escolaridade reduzida e/ou inexistente. Famílias aparentemente estruturadas e funcionais com sintomas de disfuncionalidade; Famílias com bom nível escolar e qualificação profissional, negligentes e com dificuldade em aceitar e acompanhar a aquisição de competências e autonomia dos jovens; Familiares adoptantes com relações frágeis; Famílias com idade avançada, graves problemas de saúde, situação económica desfavorável; Agregados familiares, em que prevalece o consumo de álcool, outras drogas e doença mental grave; Famílias estigmatizadas e excluías socialmente; Famílias habituadas e dependentes de benefícios sociais sem projecto de vida funcional à mudança e aquisições de padrões sociais. ACTIVIDADES PLANEADAS E/OU DESENVOLVIDAS ESPONTÂNEAMENTE Inscrições, e triagem de candidatos; Entrevista à família, para avaliação e diagnóstico da situação sócio-familiar para admissão na formação; Reuniões com a Psicologia, para discussão de casos, e definição de algumas estratégias de intervenção conjuntas; Contactos e reuniões com técnicos de outros serviços, como Saúde, Centro Regional de Segurança Social e outras, já envolvidas no processo do(a) formando(a), ou para a implementação de novas respostas; Atendimento individual ao formando e agregado familiar (só Serviço Social ou com a Psicologia, conforme o caso); Reavaliação da situação sócio-familiar com a família, formando e Psicologia; Aconselhamento e encaminhamento de membros dos agregados familiares para diversos serviços, precedido de contactos pessoais ou telefónicos; Trabalho com o grupo alargado de formandos para INTEGRAÇÃO de jovens novos ou, assuntos pertinentes, como prevenção de riscos; Contactos com recursos locais para compreensão dos problemas do meio social de onde o formando provém, Autarquias, Centros de Saúde e outras Instituições; Colaborar como formadora na área de Formação Geral “Organização do Mundo de Trabalho “; Promoção de reuniões com a família (grupo alargado), com a Psicologia; Visitas domiciliárias com a Psicologia para detecção de necessidades ou intervenção urgente; Reuniões com a comissão técnico-consultiva; Participação nas reuniões de equipa; Reunião com a Psicologia e Psiquiatria, para preparação do trabalho a desenvolver com a equipa, no âmbito da Saúde Mental; Apoio técnico aos Técnicos de Acompanhamentos, em Posto de Trabalho e alguns atendimentos conjunto às famílias mais resistentes aos estágios e integração profissional; Apoio à contratação; Efectuar pesquisa para reformulação de metodologias de intervenção e/ou identificação de novos recursos; Encaminhamento de casos da comunidade que procuram os nossos serviços; Frequentar acções de formação para valorização profissional; Preparar visitas pedagógicas com os formandos no âmbito do OMT como por exemplo: RDP, PEGOP, RTP, Assembleia da República; Desenvolver acções com o Instituto das Drogas e Toxicodependência (IDT), sobre Prevenção Primária com formandos e famílias, Desenvolver acções com o Instituto do Desenvolvimento e Investigação das Condições de Trabalho (IDICT), sobre “higiene, saúde e segurança no trabalho”. Desenvolver acções em parceria com a saúde, para a família e formandos. METODOLOGIA Desde 2001, com o objectivo de melhorar a qualidade dos nossos serviços e tendo em conta as mutações da dinâmica social, verificamos a necessidade de conhecer e compreender melhor as problemáticas das comunidades onde os formandos residem e com as quais contactam no dia a dia. Daí procedermos a atendimentos no meio: visitas domiciliárias programadas ou de surpresa, e ainda apoio em espaços cedidos no local, sobretudo aos familiares que resistem em vir ao Centro de Reabilitação, ou que estão impedidos de o fazer, devido a problemas de transporte ou de saúde. Intervenção sistémica Intervenção em rede Intervenção individual e/ou com o formando, família ou em conjunto Atendimento no meio social: domicílios ou noutro espaço de um equipamento da comunidade Definição de estratégias para intervenção conjunta, com técnicos locais Pesquisa constante, para melhorar a intervenção e as respostas Intervenção supervisionada pelo Psiquiatra, em casos de Doença Mental, e outros Contacto frequente com fontes privilegiadas: vizinhança credível, Forças da Segurança e outros recursos disponíveis. Para além das actividades acima referidas, o Serviço Social, deverá intervir ainda, com as pessoas que já frequentaram a formação e se encontram contratadas em casos pontuais. Esta intervenção surge pontualmente com jovens e adultos com Doença Mental ou outros problemas que justifique, a nível dos cuidados de saúde, ou em situação de exposição ao perigo, desencadeados pela sua conduta e/ou por terceiros, que constituem ameaça grave à integridade física. OBJECTIVOS DAS ACTIVIDADES PLANEADAS Promover aquisições de aptidões sociais para a plena integração; Contribuir para a melhoria da qualidade de vida e exercício da cidadania; Colaborar na definição de estratégias facilitadoras de aprendizagens, conducentes à Integração Sócio-profissional. |
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